quinta-feira, 29 de outubro de 2015

CLUBE DANTE de Matthew Pearl


Um crime hediondo. O que ninguém conseguia entender era o que alguém poderia ter contra o juiz Healey para não somente assassiná-lo como o fazer daquela maneira odiosa, carregada de sofrimento. 

Tudo bem que o juiz agiu como Pôncio Pilatos na questão do Escravo Fugitivo. Pelo menos era assim que a maioria das pessoas naquela sociedade via os fatos. Mas aqueles eram dias estranhos na Boston do século XIX. Não eram?

Mesmo estarrecidos com aquele fato, de péssimo gosto, a vida seguiu seu rumo, seu cotidiano. A Universidade de Harvard continuava sua luta para manter a tradição e não permitir que as palavras de Dante Alighieri (aquilo estava longe de ser poesia, afirmava o Dr, Augustus Manning, tesoureiro da Corporação de Harvard) penetrassem nas mentes educadas daquela sociedade tradicional. 

Do outro lado desta guerra estabelecida estavam mentes brilhantes de Boston e seu Clube Dante: Henry Longfellow, James Russel, Dr. Oliver Wendel Holmes e J. T. Fields. Além de Sr. George Washington Greene, claro! Estes cavaleiros do século XIX queriam revelar Dante ao mundo e em vez de armaduras para guerrear, usaram suas penas, iniciando a tradução de A Divina Comédia de sua língua materna para o inglês. 

Até que houve outro assassinato. Novamente cheio de elementos de crueldade. Assustador. Dr. Holmes nunca mais esqueceria aquela imagem ou aquele cheiro. Desta vez, um padre! 

Em estado de puro terror, Dr. Holmes entendeu tudo. Dante estava em perigo. Boston estava em perigo. Lúcifer estava entre eles. 

O Clube Dante tinha agora uma nova missão, mas antes eles tinham um desafio enorme pela frente: 

"(...) Me preparava para enfrentar a guerra;
        Já do caminho e ainda da piedade;
        Que vai traçar a mente que não erra (...)

(...) Eu comecei "Poeta que me guias,
       Julga minha aptidão, se é compatível,
       Com o árduo passo que ora me confias.""

                                          Canto II, A Divina Comédia (Inferno)

Vencer o medo e se lançar na jornada pelos círculos do Inferno, assim como Dante fez, guiado pelo poeta romano Virgílio. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O INSPETOR GERAL de Nicolai Gogol





Uma pequena vila na Russia, um povo maltratado por dirigentes corruptos, medíocres e incompetentes. Este é o cenário. Este é o contexto.

Para mexer este caldo, corre a notícia que um inspetor chegará à cidade, um alto funcionário. Os comandantes se enchem de pânico e rapidamente pensam em muitas soluções para arrumar a casa, ou antes, maquiar a casa.

O que vem a seguir é um conjunto de situações hilárias e ridículas bem ao ritmo de Gogol. De forma divertida, o autor toca em assuntos de seu país, muito comuns no século XIX, quando era ainda governado pelos Czares. 


Nicolai Gogol nasceu na Ucrânia em 20 de Março de 1809 e morreu em 21 de Fevereiro de 1852 em Moscow.