sexta-feira, 30 de março de 2012

Os Carrilhões de Charles Dickens


Toby Veck, o moço dos recados, já estava velho. Ele tinha muita curiosidade em relação aos sinos porque acreditava que havia muitas semelhanças entre eles e ele mesmo. Não importava o que acontecesse, os sinos estavam lá, observando e olhando tudo o que se passava na cidade, inclusive nas casas, embora apenas por fora, sem saber o que acontecia dentro delas, a não ser quando seus moradores podiam ser vistos pelas janelas.

Os tempos na Inglaterra em que Trotty (como era conhecido por causa de seu caminhar) vivia eram difíceis. "Não há em nós nada de bom. Nascemos maus". Será? Ali está presente a gritante diferença de classes sociais, com todas as suas nuances e ideias preconcebidas de ambos os lados das camadas sociais. É comovente e marcante o relato que Will Fern faz em uma festa para pessoas com dinheiro sobre seu papel na sociedade.

Uma noite Toby leva este mesmo Will e a pequena Lily para sua casa, pobre e cheia de necessidades, em um ato de extrema bondade e tristeza ao mesmo tempo pela situação de penúria que vivem todos eles, inlcuindo sua querida filha Meg. Nesta mesma noite o velho sente forte atração pelos carrilhões. Eles o chamam. E ele segue o chamado indo parar no alto da torre e ali fortes revelações lhe serão feitas por aqueles estranhos seres que parecem habitar os sinos.

Charles Dickens
Charles Dickens nasceu na cidade de Moure, Condado de Hampshire, Inglaterra. Com 10 anos, por causa de problemas financeiros da família muda-se para Camden Town, então bairro popular. Por conta disso Dickens teve que trabalhar em uma fábrica que produzia graxa para sapatos. Vivendo em plena era da Revolução Industrial, as más condições de trabalho seriam por ele retratadas em suas obras. Ele teve dez filhos, com a mesma esposa e morreu em 1870. Foi enterrado na Abadia de Westminster. Os Carrilhões foi publicado em 1845.