domingo, 14 de agosto de 2011

O Verão Perigoso - Ernest Hemingway


Em "O Verão Perigoso" me reencontrei com Ernest Hemingway e me reconcilei com ele. Sua narrativa constantemente me deixava triste e deprimida, embora muitas vezes se passe em lugares que tenho atração especial como Cuba. 

Em "O Verão", ele está leve e feliz e me fez sentir assim também. Foi fácil acompanha-lo em suas andanças pela Espanha no fim dos anos 50, seguindo as touradas por todo o país.

Acompanhado muitas vezes de sua mulher Mary e de vários amigos, rodaram muitos quilômetros nos descrevendo as estradas espanholas, voaram de uma cidade a outra, passaram noites em claro reunindo-se em bares de hoteis, ou casas de amigos, frequentaram restaurantes nos levando a conhecer a gastronomia de diversas regiões da Espanha e principalmente nos apresentou Luís Miguel Dominguín e Antonio Ordóñez, dois grandes toureiros da época e seus duelos.

Ernest Hemingway nos levou com ele para as arenas e nos descreveu as lutas entre matadores e touros, nos ensinou um pouco desta arte tipicamente espanhola (ainda que desagrade e revolte a muitos) com sua grande paixão por elas.


Ernest Hemingway nasceu em 1899, em Illinois nos Estados Unidos. Foi correspondente de guerra em Madrid, durante a Guerra Civil Espanhola. Foi ganhador do prêmio Pulitzer (1953) e Nobel de Literatura (1954), ambos por "O Velho e o Mar". Foi casado quatro vezes e teve diversas amantes. A última mulher foi a jornalista Mary Welsh que o acompanhou nas touradas que descreve em "O Verão Perigoso". Suicidou-se em 2 de Julho de 1961.