quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Vale das Bonecas de Jacqueline Susann


Três mulheres lindas e com personalidades totalmente diferentes.

Anne fugiu daquela cidade que a sufocava e da vida que a apavorava. Há gerações sua família se enterrava naquele lugar. Com ela no entanto, tudo seria diferente. Sim, ela iria para Nova York viver a vida.

Jennifer tinha uma beleza estonteante, acima do normal. Sua mãe tivera uma vida infeliz e jogara em Jen todas as suas esperanças de ter uma vida melhor. E ela sabia que tinha que usar sua beleza a seu favor para conseguir um bom casamento e garantir seu futuro e o de sua mãe.

Neely fora criada pela irmã, pois nem conheceu a mãe. Era artista. Apresentava-se com o cunhado e outro rapaz em números de dança. Jovem, ela ainda não sabia que tinha um enorme talento. 

A época era dos anos pós guerra. Hollywood e a Broadway produziam suas estrelas e o destino destas três mulheres se cruzam em Nova York e suas histórias misturam amor, solidão, lágrimas, sucessos, loucuras e fracassos.

Jacqueline Susann

A autora, Jacqueline Susann, nasceu em 20 de Agosto de 1918, na Filadélfia e morreu em Nova York em 21 de Setembro de 1974. O Vale das Bonecas, lançado em 1966, é seu maior sucesso e quebrou todos os recordes de venda.

Ela morreu por causa de um câncer de mama, que acarretou uma metástase.



Título: O Vale das Bonecas
Autor: Jacqueline Susann
Ano: 1986
Editora: Nova Cultural
Título original: The Valley of  the Dolls.
 
 
 
 
Um romance do tipo água com açúcar, com muito drama. Acredito que o fato de falar dos bastidores de Hollywood e especialmente da Broadway, seja a pimenta, o tempero desta história. Ataques de estrelismo, de egos. Uma guerra desumana para chegar ao topo, à fama e ao estrelato. Isso tira o livro, um pouco, do patamar de romance comum. 
 
Anne é o contraponto da história. Talvez o único ser humano normal, com ambições normais e bons sentimentos. Ela no entanto pode nos deixar exasperados com suas atitudes. Em muitos momentos da história tive vontade de sacudi-la para que reagisse de outra forma. 
 
Jen está no meio do caminho enquanto Neely entrega-se totalmente ao mundo das celebridades: ao mesmo tempo fascinante e destrutivo. Jen, muitas vezes me comoveu. Poderia ter feito escolhas diferentes, mas como poderia saber? 

Neely, ao contrário, desde jovem podíamos notar suas tendências egoistas e sua capacidade de manipular as pessoas através da chantagem emocional. Claro que às vezes até senti vontade de dar colo e consolo. Mas ela, de jeito nenhum, mereceria.
 
No geral é um livro bom para o que se propõe: um fast food. Às vezes a linguagem pode parecer irritantemente tola, mas temos que entender a época em que o livro foi escrito. Recomendo para aqueles dias em que queremos apenas uma leitura leve, com uma boa dose de romance e drama.
 
Não gosto da capa. Não se parece em nada com as imagens que formei destas três mulheres.